Junqueira Freire - Biografia

 Junqueira Freire


   Escrito por Ana Luiza Norberta.

 Revisado por Fernanda Gaspar e Marcos Antonio.

 

Figura 1 - Junqueira Freire, poeta da 2ª fase do Romantismo.

Nascido no Nordeste, em Salvador, no dia 31 de dezembro de 1832, Luís José Junqueira Freire foi uma grande figura brasileira. Ele queria muito seguir a vida religiosa, ingressou no Mosteiro de São Bento, em 1850, com 18 anos.
Com uma séria doença cardíaca, morreu cedo, dia 24 de junho de 1855, com apenas 22 anos.
Foi um grande poeta da 2ª fase do Romantismo (saiba mais sobre o movimento) 
 Uma de suas grandes obras primas é chamada “Inspirações do Claustro”, que remete às muitas dúvidas e ilusões experimentadas no período em que passou no convento. Seus versos condenam as disciplinas religiosas e as doutrinas de obediência. Junqueira Freire fez parte da segunda geração romântica, conhecida como Ultrarromântica ou Geração do Mal do Século. Pois o tema dos poetas nesse momento (1853 a 1869) era o amor não correspondido, a morte, o pessimismo, a dor e o tédio e entre outros.
Alguns versos de Junqueira que mais ganham destaque são os que ele fala do grande conflito existencial que o atormentava. Logo depois, como ficou um curto período que ficou no Mosteiro, ficou inspirado para escrever sobre temas religiosos.

Dentre as suas principais obras estão:
  • Temor;
  • Desespero na solidão;
  • O remorso do inocente;
  • Teus olhos;
  • O arranco da morte;
  • Martírio;
  • Tratado de eloquência nacional;
  • Ambrósio;
  • Louco;
  • Morte;


Poemas 'Temor' e 'Soneto' de Junqueira Freire:


Temor


Ao gozo, ao gozo, amiga. O chão que pisas

A cada instante te oferece a cova.

Pisemos devagar. Olhe que a terra

Não sinta o nosso peso.


Deitemo-nos aqui. Abre-me os braços.

Escondamo-nos um no seio do outro.

Não há de assim nos avistar a morte,

Ou morreremos juntos.


Não fales muito. Uma palavra basta

Murmurada, em segredo, ao pé do ouvido.

Nada, nada de voz, - nem um suspiro,

em um arfar mais forte.


Fala-me só com o revolver dos olhos.

Tenho-me afeito à inteligência deles.

Deixa-me os lábios teus, rubros de encanto.

Somente pra os meus beijos.


Ao gozo, ao gozo, amiga.

O chão que pisas

A cada instante te oferece a cova.

Pisemos devagar. Olha que a terra

Não sinta o nosso peso."


"Soneto


Arda de raiva contra mim a intriga,

Morra de dor a inveja insaciável;

Destile seu veneno detestável

A vil calúnia, pérfida inimiga.


Una-se todo, em traiçoeira liga,

Contra mim só, o mundo miserável.

Alimente por mim ódio entranhável

O coração da terra que me abriga.


Sei rir-me da vaidade dos humanos;

Sei desprezar um nome não preciso;

Sei insultar uns cálculos insanos.


Durmo feliz sobre o suave riso

De uns lábios de mulher gentis, ufanos;

E o mais que os homens são, desprezo e piso."



Referências Bibliográficas 

 

Sites

 [1]Diana, Daniela. Bibliografias de Junqueira Freire.Disponível em: https://www.todamateria.com.br/junqueira-freire/. acesso em 9 de Setembro de 2021.

 

 [2]Frazão, Dilva. Junqueira Freire:Poeta brasileiro. Disponível em: https://www.ebiografia.com/junqueira_freire/. Acesso em 9 de Setembro de 2021

 

Figura

 1.DIANA, Daniela. Junqueira Freire: Bibliografia. 2018. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/junqueira-freire/>. Acesso em: 10 set. 2021.




 

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